Pequenos Hábitos Devem Ser Vigiados



“Livra-te, como a gazela, da mão do caçador e, como a ave, da mão do passarinheiro.” Provérbios 6:5

Se a presa soubesse que o caçador quer agarrá-la, nunca seria caçada. Se a avezinha percebesse que o passarinheiro quer prendê-la, fugiria para longe. Mas a arma do caçador é a astúcia. Com subtileza, aproxima-se. Chega perto sorrateiramente, e quando a vítima percebe o perigo, já é tarde. A liberdade acabou e, muitas vezes, até a vida.


“Livra-te!”, é o conselho divino. Há muitos passarinheiros que espreitam a sua vida. São pequenos hábitos que se transformam em vícios, pensamentos negativos que passam a ações, sentimentos doentios que se traduzem em atos e que acabam destruindo os valores, ideais e sonhos. Se pudesse identificá-los à primeira vista, certamente fugiria. Mas se aproximar-se inadvertidamente, não os verá como ameaça. Chegam, ocupam um lugar na sua mente, acomodam-se no seu coração, aderem ao seu corpo e sugam lentamente o que de mais precioso há em si. Quando acorda, já é tarde e está tudo destruído. Perdeu a liberdade. Não é mais dono da sua própria vida. É um escravo de sentimentos, circunstâncias e situações irreversíveis.

A Mim o Fizestes





E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes. Mateus 25:40.

.Ele considera qualquer deslize ou negligência de Seus irmãos como deslize cometido contra Ele mesmo, e um benefício feito ao mais humilde deles como se fosse feito a Si próprio. Diz Ele: “Tive fome, e destes-Me de comer; tive sede, e destes-Me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-Me. … Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes.” Mateus 25:35, 40.

Aquele a quem a Providência abençoou com abastança, mas que fecha com cadeado a porta do coração, para conter todos os impulsos generosos que desejam encontrar expressão em atos de caridade e bondade, ouvirá dos lábios do Mestre as solenes palavras: “… quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a Mim.” Mateus 25:45. O amor de Cristo não pode existir no coração sem um correspondente amor aos nossos semelhantes. …

Mesmo na Prisão, era Cortês




O Senhor, porém, estava com José, e estendeu sobre ele a Sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor. 
Gên. 39:21.

José considerou o ser vendido para o Egito como a maior calamidade que lhe poderia haver acontecido; viu, porém, a necessidade de confiar em Deus como nunca o fizera quando protegido pelo amor de seu pai. José levou a Deus consigo para o Egito, e isso se tornou patente pela sua atitude corajosa em meio da aflição. Como a arca de Deus trouxe descanso e prosperidade a Israel, assim esse jovem amado de Deus e a Ele temente levou uma bênção ao Egito. Isso se manifestou de maneira tão assinalada, que Potifar, em cuja casa ele servia, atribuiu todas as bênçãos que fruía ao escravo que comprara, e dele fez mais um filho do que um servo. 

Pertenço a Deus





Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus. I Cor. 6:19 e 20.

A vida é dom de Deus. Nosso corpo nos foi dado para uso no serviço de Deus, e é Seu desejo que dele cuidemos e o prezemos. … Nosso corpo deve ser conservado nas melhores condições físicas possíveis, e sob as maiores influências espirituais. …

Uma vida pura e sadia é mais propícia à perfeição do caráter cristão e ao desenvolvimento das faculdades da mente e do corpo.

A lei da temperança deve nortear a vida de todo cristão. Deus deve estar em todas as nossas cogitações; deve-se ter sempre em vista Sua glória. Devemos fugir de toda influência que nos escravize os pensamentos e nos afaste de Deus. Achamo-nos sob as sagradas obrigações para com Deus, de dirigir o nosso corpo e reger os nossos apetites e paixões de tal modo que eles não nos afastem da pureza e santidade, ou desviem-nos a mente da obra que Deus deseja que façamos. (Rom. 12:1.)

Nunca Lavem As Mãos Diante Da Responsabilidade



“Então Pilatos… mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse: Eu não sou responsável pela morte deste homem.”
Mateus, 27:24

Os líderes religiosos tinham pressa em condenar Jesus. Temiam que o julgamento e a execução precisassem de ser adiados uma semana por causa da Páscoa. Por isso, depois de passarem a noite em discussão e não conseguirem nada que incriminasse legalmente Jesus, resolveram levar o caso, para o governador romano. Com a sua autoridade, Pilatos teria que interrogar e julgar o acusado. Porém, quanto mais o governador fazia perguntas a Jesus e tentava encontrar uma razão para condená-lo, mais ficava convencido de que Ele era inocente. Não via nada além de bondade e nobreza no rosto de Jesus.

Vigilantes e Firmes Na Fé



Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos.”
CORÍNTIOS, 16:13


Não tenha medo de ficar marcado.
Medo de ficar marcado. Medo de se pôr de pé. Moisés pôs-se de pé contra os exércitos do Faraó. Elias pôs-se de pé contra os profetas de Baal. Paulo pôs-se de pé contra o rígido legalismo. João pôs-se de pé contra o culto ao imperador, e Jesus pôs-se de pé, e com mais coragem que todos os outros, ao tomar a sangrenta cruz.

O amor sempre exige compromisso. O seu preço é um coração totalmente rendido ao Mestre, a disposição de se pôr de pé. Se não estamos dispostos a por-nos de pé por aquilo que é correto, todos cairemos pelo que é errado. Se não tivermos coragem de, com convicção, nos colocarmos de pé pelos princípios da consciência, o nosso coração ficará empedernido pela condescendência. Como Pilatos, Judas e o rei Agripa, a nossa alma ficará estéril.
Existe uma saída melhor. Pela graça de Cristo, coloque-se de pé pelas convicções da sua consciência. Ficará feliz se assim fizer.

Hábitos Por Herança




Porque ouvistes qual foi o meu proceder outrora no judaísmo, [...] sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais. Gálatas 1:13, 14

Nos dias da Rússia imperial, o czar caminhava, uma tarde, pelos belos parques de seu palácio, quando viu uma sentinela montando guarda próximo a um canteiro de ervas daninhas. Surpreso por encontrar um guarda naquele lugar, ele perguntou:

– O que você está fazendo aí?

– Não sei exatamente – respondeu a sentinela. – Estou simplesmente obedecendo às ordens do capitão.

O czar então perguntou ao capitão:

– Por que você mantém uma sentinela junto àquele canteiro de tiriricas?

– Porque esse sempre foi o regulamento – respondeu o capitão. – Mas eu não sei por quê.

Após investigar a questão, o czar descobriu que ninguém na corte sabia. Recorreu, então, aos arquivos e descobriu que cem anos antes, Catarina, a Grande havia plantado ali uma roseira e designara uma sentinela para cuidar dela. A planta já havia morrido fazia muito tempo, mas os guardas continuavam a proteger algo que não sabiam o que era.

Episódio semelhante ocorreu nos tempos de Napoleão Bonaparte.